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D. Carlos Azevedo pede intervenção dos cristãos perante as dificuldades do país
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- Categoria de topo: Correio de Coimbra
- Categoria: Actualidade
- Publicado em terça, 20 setembro 2011 18:45
- Escrito por Amicor
O presidente da Comissão Episcopal de Pastoral Social (CEPS), organismo da Igreja Católica em Portugal, apelou no passado dia 15 de Setembro, em Fátima, ao desenvolvimento de “formas de economia solidária” para fugir ao “espartilho fatalista dos mercados”.
D. Carlos Azevedo falava no final do 27.º Encontro da Pastoral Social, que decorreu em Fátima de 13 a 15 de Setembro, juntando mais de cem participantes em três dias de trabalho em volta do tema «Desenvolvimento local, caridade global».
Para este responsável, “a gravidade dos problemas requer a cooperação no terreno” e os cristãos “devem intervir e organizar-se em grupos, em serviços paroquiais”.
Neste contexto, o presidente da CEPS confirmou a existência de “contactos” com o governo e os seus organismos, para “desenhar respostas concretas” face àquilo que foi apontado no Programa de Emergência Social apresentado pelo executivo.
Sobre o encontro nacional, o prelado considera que a iniciativa mostrou que “é possível ser solidário nos sítios e nas situações” que preocupam as populações, promovendo o “envolvimento das comunidades”.
O também bispo auxiliar de Lisboa destacou as “experiências muito positivas” apresentadas em Fátima, “a nível das escolas, do voluntariado bem preparado” e da ecologia.
Segundo o presidente da CEPS, a “caridade global” de que se falou no encontro “implica ter em conta as várias dimensões das pessoas”, em particular “o sentido, o gosto da vida”.
No actual momento de crise, acrescentou, importa “mobilizar para a participação” e promover uma “profunda transformação de mentalidades” como decorrente da “dimensão política da fé”.
Aos cristãos, acrescentou, cabe uma presença “nas várias soluções possíveis, na política concreta dos partidos”, sem deixar de “pensar os problemas e encontrar uma via de futuro, própria de quem acredita”.
Durante os trabalhos, a CEPS, lançou ainda um conjunto de “indicações práticas”, apelando à criação de “serviços paroquiais de acção social” em todo o país.

